Pr. Heleénder e Anna Eliza
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” (Atos 2:42 e 44)
Unidade exige comprometimento. Somente o Espírito Santo pode criar uma verdadeira comunhão entre crentes, mas Ele processa isso através das escolhas e compromissos que fazemos. Paulo trata desta dupla responsabilidade em Efésios 4:1-3. Viver em comunhão exige muito de nós, se de fato queremos cultivar uma comunidade amorosa, com comunhão verdadeira.
1) Cultivar a unidade exige sinceridade
É preciso que tenhamos uma grande dedicação em falar a verdade de forma carinhosa, mesmo quando preferiríamos passar por cima de um problema ou desconsiderar um assunto. Embora seja mais cômodo permanecer em silêncio quando os outros à sua volta prejudicam a si próprios e a outros com alguma prática pecaminosa, essa não é uma atitude de amor a ser tomada. Muitas comunidades sucumbem, porque seus membros têm medo de dizer a verdade, mesmo quando a vida de um deles desmorona.
2) Cultivar a unidade exige humildade
A presunção, o convencimento e o orgulho obstinado destroem a comunhão mais rápido do que qualquer coisa. O orgulho ergue muros entre as pessoas; a humildade ergue pontes. É por isso que Deus nos diz: Sejam humildes uns para com os outros (I Pe. 5:5). O orgulho obstrui a graça de Deus em nossa vida, a qual devemos receber para crescer, nos transformar, sermos sarados e ajudar outros.
3) Cultivar a unidade exige cortesia
Somos corteses quando respeitamos as diferenças e somos cuidadosos com os sentimentos dos outros, inclusive com aqueles que nos irritam. Isso também é respeito. É incrível, mas esses são valores têm se perdido em nossa sociedade, porque aprendemos a sermos individualistas desde cedo.
O fato é que em toda igreja ou grupo pequeno há sempre alguma pessoa “difícil” (note bem que colocamos entre aspas). Essas pessoas podem ter carências emocionais profundas, insegurança ou outras dificuldades de relacionamento. Deus pôs essas pessoas em nosso meio tanto para benefício delas quanto nosso. Elas são uma oportunidade para crescermos e um teste para a comunhão (Rm. 15:1 e 2).
Procure compreender as pessoas que te irritam. Queira conhecer sua história de vida, suas experiências passadas. Quando você souber aquilo que ela já passou, certamente será mais fácil compreendê-la.
4) Cultivar a unidade exige constância
É preciso que mantenhamos um contato constante e regular com o grupo, a fim de desenvolver a verdadeira comunhão. Relacionamento exige tempo. Hebreus 10:25 nos orienta a não deixarmos de nos reunir. Isso se aplica também à igreja.
Quando olhamos para estas características, torna-se evidente porque, em nossos dias, a comunhão é tão rara. Ela significa desistir de nosso individualismo e independência, para nos tornar interdependentes. Mas, os benefícios de dividir a vida com outros suplanta largamente os custos e nos prepara para o céu.
Vocês estão dispostos a pagar o preço?